1. - Apresentação
2. - Histórico da Coordenação
2.1-A Área de Ciências Humanas no atual contexto do IFG
3. - Referenciais Teórico- Metodológicos e Pedagógicos
3.1-O Trabalho como Princípio Educativo.
4. - A área de Ciências Humanas no contexto do Ensino Técnico Integrado
5. - A área de Ciências Humanas no contexto do Ensino Superior
6. - Princípios Organizativos do Trabalho da Coordenação
6.1-Produção de Recursos e Suportes Pedagógicos
7. - Cronograma de Atividades
1. Apresentação
A Coordenação de Filosofia e Ciências Humanas, buscando elevar a qualidade de ensino das disciplinas que abriga e sintoniza-las à nossa contemporaneidade, vem por meio deste documento definir com maior clareza os seus objetivos, metodologias, referênciais pedagógicos e programas. Nessa direção, e não menos importante, ela se redefine enquanto coordenação que ordena as disciplinas oriundas das Ciências Humanas de acordo com os novos tempos histórico-sociais, pedagógicos e institucionais.
O objetivo primeiro deste texto de política e planejamento das atividades da Coordenação é contribuir para a discussão em torno do que propõe as Ciências Humanas hoje, no contexto da Instituição. A diversidade de esferas e níveis de atuação institucional, bem como a condução das reformas educacionais oriundas do Ministério da Educação, tem conduzido a uma mudança de perfil do corpo docente e discente, ao apontamento de expectativas e praticas diferenciadas e, por fim, a reestruturação de áreas, programas e disciplinas.
Nesse contexto reafirma-se o trabalho como princípio educativo das disciplinas ligadas à área, a necessária integração que se deve buscar entre a teoria e a prática no processo ensino-aprendizagem e entre o ensino, a pesquisa e a extensão, no âmbito da educação superior. Portanto, a reflexão que se faz integra-se às mudanças que atravessa a Instituição e está aberto ao diálogo com os demais setores, coordenações, e estudantes.
2. Histórico da Coordenação
A Coordenação de Ciências Humanas do IFG construiu a sua trajetória integrando-se a formação escolar de jovens que buscavam alem da escolarização regular de nível básico, a preparação para o trabalho. Os cursos técnicos de formação profissional na área da indústria, que caracterizavam a atuação institucional, definiam o perfil pedagógico e a estrutura curricular da educação básica ofertada pela Instituição.
A oferta de educação básica integrada a formação técnico-profissionalizante marcou a construção da história da Instituição no âmbito do estado e articulava-se a estrutura da educação profissional no âmbito da rede federal de educação. Nessa estrutura, as disciplinas de "educação geral" concorriam para a formação do educando de forma quase instrumental. O que definia a filosofia do trabalho pedagógico desenvolvido era o treinamento técnico, as aulas práticas e, acima de tudo, a assimilação e desenvolvimento da postura profissional, que percorria toda a experiência curricular vivenciada pelo educando e que era particularmente desenvolvida através de disciplinas específicas, como Organização e Normas e outras.
Até o fim da década de setenta e início dos anos oitenta essa estrutura permaneceu intocada, seja por forca da situação política do país, que ainda vivia os últimos anos da Ditadura Militar, seja, por forca da tradição pedagógica instituída e que se fazia presente na história de vida e trabalho do corpo docente e administrativo da Instituição. As disciplinas diretamente ligadas a área de Ciências Humanas, denominada área de Estudos Sociais, eram a História, Geografia e OSPB. Eram ministrados ainda, e sob a forma de Atividades, conteúdos relativos a disciplina de Educação Moral e Cívica ( EMC).
Nos anos que seguiram, finais dos anos oitenta ate 1997, quando teve início a implantação da reforma da educação profissional, favorecida pela aprovação da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional ( LDB N.9394\96) e amparada pela legislação complementar ( Dec. 2208\97 e Port. Minist. 646\97), foram implementadas importantes mudanças na Instituição em geral e na coordenação de Estudos Sociais em particular. Em primeiro lugar, a incorporação da carga horária de EMC a área e, a partir daí, a consolidação da disciplina de Filosofia que até então e descontinuadamente, sem nenhuma discussão, era incluída/excluída do currículo escolar. Em segundo lugar, a mudança de designação da área de Estudos Sociais para área de Filosofia e Ciências Humanas. Por último, a transformação da disciplina OSPB em Sociologia.
Consolidou-se nesse período o leque de mudanças que dariam uma nova caracterização para a área. Ampliou-se o quadro de docentes e a carga horária das disciplinas de História e Geografia. Também neste período avançou-se nas discussões relativas ao papel a ser desempenhado pela área na formação dos educandos e ao princípio pedagógico que deveria nortear as ações e os programas disciplinares.
Paralelo a estas iniciativas buscou-se fortalecer a intervenção da área na organização e mobilização das instâncias de decisão pedagógica e administrativa relativas ao ensino, a estruturação dos cursos e das áreas, bem como aos projetos de ampliação e melhoria do trabalho pedagógico institucional. Com o objetivo de contribuir para a formação discente e ampliar a dimensão do trabalho docente realizou-se nesse período, Seminários, Mesas Redondas, Mini-Cursos, Mostras, etc. em parceria com outras entidades e instituições ou com a colaboração de educadores e pessoas de reconhecida experiência e domínio de conhecimentos na área.
A partir de 1997, com o início da reforma da educação profissional e os anos de relativa desorganização e desmobilização institucional que se seguiram, a coordenação de Ciências Humanas inseriu-se em uma nova realidade ou contexto.
2.1-A Área de Ciências Humanas no atual contexto do IFG
A adesão institucional ao Programa de Expansão da Educação Profissional (PROEP) e o início da reforma da educação profissional implementou a separação do ensino médio e técnico com a implantação inicial dos chamados cursos técnicos pós-médio.
Posteriormente, com a consolidação do sistema de concomitância entre o curso técnico e o ensino médio com organizações curriculares próprias e independentes, as áreas do chamado núcleo comum foram desvinculadas da formação de nível técnico passando a atuar apenas no ensino médio. Os currículos dos cursos técnicos foram centrados no domínio técnico e, eventualmente, reforçados com uma base de fundamentação nas áreas de linguagens e códigos e de matemática e física.
A nova designação da área como área de Filosofia e Ciências Humanas, e resultado desse processo e reflete a tentativa inicial de isolamento do espaço de atuação das áreas de educação geral no contexto da educação profissional no âmbito da Rede Federal de Educação Tecnológica. Como designação de uma das áreas que compõe a educação básica de nível médio não contempla o leque de situações que deve necessariamente abarcar nesse novo contexto.
A transformação da antiga Escola Técnica Federal de Goiás em Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET-GO), foi acompanhada da implantação dos cursos superiores de Tecnologia e, através da intervenção na montagem das "grades curriculares" junto as coordenações de cursos, ampliou-se o leque de disciplinas sob a responsabilidade da área de Ciências Humanas. Nesse momento a coordenação responde pelas disciplinas de Historia aplicada ao Turismo, Geografia Turística, Filosofia, Ética e Postura Profissional, Fundamentos do Meio Ambiente, Sociologia, Geografia, História e Iniciação à Pesquisa Científica.
Portanto, novas demandas estão colocadas para a coordenação. Continuar atuando no ensino médio e na educação superior nesta nova situação requer a elaboração de novos projetos, a reapropriacao e adequação conceitual do trabalho como principio educativo, a capacidade de articulação de projetos e praticas educativas cada vez mais interdisciplinares para o conjunto de disciplinas que compõem a área e para com as demais áreas.
Nas ações educativas institucionais atualmente em curso predomina a concepção empreendedorista, através do fortalecimento da chamada Empresa Junior e das Incubadoras, e da sua inclusão nas disciplinas curriculares. Desvelar o significado político e ideológico destas orientações e ações, os limites econômicos e as barreiras sociais e financeiras do capitalismo periférico e apontar possibilidades alternativas de desenvolvimento social, requer da coordenação e do seu quadro docente capacidade de elaboração individual e coletiva sem a qual não se responde a estas novas necessidades e expectativas.
3. Referenciais Teórico- Metodológicos e Pedagógicos
As relações sociais, cuja qualidade é determinada pelas relações de classe, pelas formas de propriedade e de apropriação dos saberes, conhecimentos e informações e pelas modalidades de regime de trabalho, constitui-se no núcleo a partir do qual refletimos os movimentos da história da sociedade humana, as suas modalidades de organização social e espacial e as suas diversas formas de consciência coletiva.
Nesse sentido, o estudo das diversas formas de produzir criadas pelo homem e das transformações técnicas que elas ensejaram; dos padrões culturais e mentais que lhes corresponderam; e das estruturas políticas a elas correspondentes, compõe o objetivo central do nosso projeto de trabalho.
Os estudos e reflexões não atendem ao objetivo puro e simples de proporcionar ao corpo discente conhecer o mundo. Quando se parte das relações sociais que a sociedade humana edifica no seu processo de desenvolvimento, refletida de forma histórica e crítica, almejamos provocar nos alunos uma perspectiva e a condição de sujeitos sociais, individuais e coletivos, das mudanças do mundo. Enfim, nos propomos a contribuir com a formação de pessoas que venham interferir de forma crítica na sociedade.
O corpo teórico-metodológico dialético-crítico deve informar cada uma das disciplinas. A plenitude dos seus resultados, entretanto, não pode ser obtido em âmbito particular a cada uma.
A Inter e multidisciplinaridade não é a única característica do corpo teórico-metodológico dialético-crítico. A percepção do mundo como uma totalidade em movimento, a ruptura para com leituras rígidas e dogmáticas da sociedade, a reflexão e o estudo determinado pelas necessidades que objetivamente são colocadas no presente, entre tantas outras caracterizam este corpo teórico-metodológico.
Finalmente, tais referenciais pressupõem um novo tipo de relação no tocante ao processo do conhecimento na relação ensino-aprendizagem. O apoio em multi-recursos, a superação da relação formal e distanciada entre docentes e discentes e a valorização de múltiplos critérios e princípios de avaliação, entre outros elementos, formam parte integrante da metodologia dialético-crítica.
3.1-O Trabalho como Princípio Educativo
O trabalho como princípio educativo é um prolongamento pedagógico do corpo teórico-metodológico dialético-crítico no tocante as instituições de educação tecnológica. O elemento "trabalho" é o núcleo da articulação pedagógica global, capaz de revelar o caráter e a natureza do que tem sido as relações sociais ao longo do tempo e, em especial, no presente da sociedade humana. Nessa dimensão, o trabalho adquire uma conceituação ampla que envolve não só o fazer humano visando a produção de bens materiais, mas o conjunto de iniciativas que promovem o desenvolvimento da ciência, da cultura, do lazer e da qualidade de vida dos seres humanos.
As instituições de educação tecnológica devem proporcionar "saber para o trabalho", mas também o "saber sobre o trabalho", o que significa refletir sobre os fundamentos do trabalho, explicitar as formas pelas quais as pessoas transformam o mundo e compreender as relações humanas que decorrem da divisão do trabalho.
O trabalho como princípio educativo pressupõe ainda, o reconhecimento da necessária integração entre teoria e prática, entre saber científico-tercnológico e processo produtivo, entre produção de riquezas e desenvolvimento social. Fora dessa dimensão a educação tecnológica, em qualquer nível, pode tornar-se acadêmica e livresca ou ser reduzida ao mero adestramento técnico.
A concepção aqui descrita, ultrapassa o simples sentido de inserção competente num sistema capitalista que procura se renovar e que busca a chamada "qualidade total"; mas visa também a inserção crítica do educando na sociedade.
O processo histórico -social vivenciado em nível global tem proporcionado uma nova condição às disciplinas oriundas das Ciências Humanas, dando maior legitimidade e reconhecimento às questões postas por este campo de conhecimento. No contexto da Instituição, ainda que se esteja distante do nível ideal de legitimidade e reconhecimento, o que se observa nas limitações de carga horária e na sobrevivência de pré-conceitos, por exemplo, deve-se reconhecer que a distância em relação as demais áreas reduziu-se significativamente.
O trabalho como princípio educativo, uma variante pedagógica do corpo teórico-metodológico dialético-crítico, dá relevância a interdisciplinaridade, a articulação entre teoria e prática, a integração entre ciência e tecnologia, na medida em que se apoia numa articulação entre o indivíduo e a sociedade em que ele se insere.
4- A área de Ciências Humanas no contexto do Ensino Técnico Integrado
As principais questões colocadas para o ensino médio pela legislação educacional após a LDB 9394\96 e pelas políticas implementadas pelo estado, referem-se de um lado, a separação entre a formação profissional e a educação geral, propedêutica e, de outro, as práticas educativas que devem nortear a ação pedagógica global no âmbito de cada instituição.
Na primeira vertente, verificou-se a efetiva separação entre o ensino médio e a educação profissional de nível técnico através, inclusive, da constituição de uma rede de centros de formação profissional e a organização de uma estrutura administrativa própria na rede estadual de educação.
A rede pública estadual, que historicamente respondeu pelo maior numero de matrículas no ensino médio e que em diversos estabelecimentos ofertava-o integrado a educação profissional, redirecionou os seus currículos desativando os cursos técnicos ofertados. Tais cursos foram estruturados no contexto das políticas de educação implementadas com a LDB 5692\71 e tinham equivalência com a educação básica de nível médio, o antigo 2º Grau.
Processo semelhante ocorreu no âmbito da Rede Federal de Educação Tecnológica, cujo trabalho pedagógico foi enquadrado pela nova LDB como uma modalidade de educação. De acordo com a legislação, enquanto modalidade de ensino a educação profissional de nível técnico deve estar articulada ao ensino médio, porém, com estrutura curricular própria e independente.
Na prática o que se tem verificado e um distanciamento entre as propostas curriculares desenvolvidas, mesmo quando são ofertados por uma mesma instituição e para uma clientela comum. Este fato ocorre no IFG hoje e, sem dúvida, representa um desacerto institucional que acaba por comprometer uma e outra experiência. Inúmeros outros desdobramentos poderiam ser referidos, mas por hora destaca-se a necessidade de se buscar uma unidade de ação mínima entre os currículos e práticas pedagógicas desenvolvidas.
A atuação no ensino médio deve pautar-se pelo resgate das experiências formativas historicamente desenvolvidas pela Instituição bem como pela integração entre teoria e prática, disponibilizando a estrutura de laboratórios dos cursos e áreas profissionais. Redirecionar a carga horária da parte diversificada do currículo escolar de forma a possibilitar uma maior articulação com a educação tecnológica, resgatando o caráter e a especificidade da atuação institucional pode contribuir de maneira significativa para a melhoria da qualidade do ensino médio ofertado.
O referencial do trabalho como princípio educativo se materializou na proposição dos programas desenvolvidos pela área ao longo dos anos noventa e nos materiais pedagógicos produzidos no período e ainda são de grande atualidade. Retomar estas matrizes teóricas e os materiais produzidos, pode colaborar nas discussões sobre o currículo e os programas de ensino médio das disciplinas que compõem a área.
5- A área de Ciências Humanas no contexto do Ensino Superior
A atuação institucional no ensino superior tem-se dado ainda de maneira precária e pelo menos três grandes fatores determinam o seu atual desempenho.
Primeiro, a ausência de um projeto e de uma estrutura pedagógica e administrativa capaz de dar suporte à necessária integração entre o ensino, a pesquisa e a extensão.
A implantação desordenada de treze cursos superiores e um reflexo deste processo e se vê agravada pela ausência de uma tradição acadêmica. Falta clareza e entendimento quanto às finalidades e ao perfil de atuação institucional e, por conseguinte, quanto a natureza ou caráter das ações e projetos a serem desenvolvidos.
Por outro lado, a Instituição iniciou a sua trajetória no ensino superior no exato momento em que por força das orientações mais gerais hoje hegemônicas, predominam perspectivas mercadológicas de desenvolvimento e de relações sociais. Desta forma, vem conquistando espaços no meio acadêmico iniciativas como a do empreendedorismo e da qualidade total. Tais iniciativas acabam por sobrepor-se as demandas de incentivo e apoio a pesquisa e a extensão, empobrecendo os níveis de intervenção da Instituição junto a sociedade.
Segundo, a indefinição e a pouca clareza acerca da estrutura e do perfil dos cursos superiores de Tecnologia, bem como da atuação do profissional destas áreas.
Neste sentido, vale lembrar que a implantação destes cursos se deu no contexto em que ainda não havia sido aprovada a nova legislação, Parecer CNE\CP Nº 436 de 02 de abril de 2001 e Resolução do CNE\CP Nº 03 de 18 de Dez. de 2002, mas em que também os princípios organizativos da legislação anterior não mais se adequavam.
O enfrentamento com os Conselhos Profissionais, a exemplo do CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura), e mais um componente deste processo e soma-se as dificuldades de consolidação destes cursos no mercado de trabalho, gerando ansiedade e expectativas por parte do corpo discente. Com certeza estes fatores vem contribuindo para o esvaziamento das salas de aulas ou concorrendo para ampliar o numero de estudantes que buscam outros cursos de nível superior em paralelo.
Terceiro, a ausência de esforços efetivos voltados para a superação do quadro atual, seja por parte da Direção Geral, a quem cabe a responsabilidade primeira, seja por parte das coordenações.
Com certeza os limites da formação e de informação do quadro de gestores em relação as questões da educação em geral e da educação profissional em especial, soma-se as dificuldades operacionais de um sistema cujas ações se ampliaram e diversificaram para além dos limites da sua estrutura pedagógica e administrativa.
Outro aspecto a ser considerado diz respeito as relações de trabalho dominantes que acabam por se constituírem em mais um agravante da situação atual. A recorrência aos contratos temporários, a falta de regulamentação das atribuições e responsabilidades docentes e, ao mesmo tempo, a perspectiva de ordem meramente burocrática, de fundamentação moral e/ou condicionada por interesses pessoais, no tratamento das questões de desempenho funcional são fatores que dificultam o enfrentamento real dos problemas institucionais.
No ensino superior a atuação da coordenação tem se caracterizado pela diversidade de programas e disciplinas, bem como pela presença em quase todos os cursos ministrados Nesse contexto, o trabalho da coordenação adquire maior responsabilidade, pois, através das disciplinas da área e possível aprofundar o estudo das determinações sócio-históricas da realidade institucional e da formação profissional e acadêmica proporcionada.
Referenciar a atuação da coordenação buscando a melhoria da qualidade do ensino e a sua articulação com a pesquisa e a extensão demanda práticas pedagógicas que conduzam a disciplina de estudos e a autonomia de pensamento, ao desenvolvimento da linguagem, através do exercício da reflexão critica da realidade e do estudo criterioso de textos ( livros, artigos,vídeos,etc.), ao conhecimento e domínio dos métodos e técnicas de construção de trabalhos científicos, estimulando a investigação.
Desta forma, faz-se necessário propor e viabilizar a realização de eventos, sugerir, articular e orientar temas de pesquisa e atividades de extensão, sistematizar, produzir e publicar informações, conhecimentos, pesquisas,etc.
6- Princípios Organizativos do Trabalho da Coordenação
Ao retomar o projeto de trabalho da coordenação, aprovado em 1995, recupera-se as discussões sobre o trabalho pedagógico ate agora desenvolvido, criando possibilidades de redirecionar ações tendo em vista a nova realidade da Instituição.
Nessa perspectiva faz-se necessário o resgate teórico-metodologico e conceitual do trabalho como principio educativo, atualizando os estudos sobre as transformações do mundo do trabalho e sua articulação com a educação.
Materiais até agora produzidos, sistematizados e/ou selecionados constituem-se em ponto de partida para a retomada das discussões coletivas sobre o tema. O objetivo primeiro desta tarefa e o de possibilitar a identificação de princípios teórico-metodológicos possíveis de serem compartilhados entre os docentes e para o conjunto das disciplinas ministradas.
A partir da identificação destes elementos comuns deve-se estabelecer os parâmetros mínimos de desempenho institucional na área que deverão balizar as ações docentes e discentes, orientar a formulação de programas disciplinares, a seleção e produção de material acadêmico e de recursos didáticos, a proposição de projetos integradores da área e com as demais áreas, entre outros.
A promoção do debate em torno destas questões deve orientar-se, ainda, pelo levantamento das expectativas, interesses e disposições do corpo docente em relação a prática docente na Instituição e pelo diagnóstico do perfil discente e das expectativas que alimentam em relação a Instituição e a sua formação escolar.
O balizamento destas questões pode conduzir a proposição de um projeto de trabalho que mobilize o corpo docente e discente, refletindo de maneira positiva sobre o desempenho da área na formação dos educandos no ensino médio e na educação tecnológica.
6.1- Produção de Recursos e Suportes Pedagógicos
A produção de recursos e suportes pedagógicos para o trabalho na área deve pautar-se pela fundamentação teórica destes princípios comuns acordados na área, bem como pelo levantamento de novas proposições capazes de enriquecer e aprofundar leituras e interpretações sócio-historicas.
A coordenação tem confrontado, historicamente, com um limitativo ao seu projeto pedagógico: a carência de material didático próprio, adequado às cargas horárias das disciplinas e antenada às exigências de uma instituição de educação tecnológica. A continuidade da condução de projetos para suprir tais necessidades, no entanto, exige o amadurecimento destas discussões para que os mesmos possam se constituírem em eixos de orientação coletiva para as disciplinas e projetos a serem desenvolvidos.
As iniciativas já adotadas de viabilizar a produção e\ou sistematização de textos, artigos e outros, bem como de disponibilizá-los eletronicamente, através da criação da página da coordenação, propiciaram condições objetivas para se retomar o trabalho de planejamento das ações educativas na área. Tais iniciativas tem tornado o trabalho da coordenação em referencia de fonte de pesquisa para estudantes e professores da Instituição, a exemplo do Guia de Pesquisa.
Estes trabalhos deverão ser encaminhados, também, para a publicação de livros e cadernos por parte da Editora do CEFET-GO, buscando proporcionar recursos didáticos de menor custo. A coordenação ao buscar se capacitar na produção de recursos didáticos e de apoio pedagógico, dentre estes a produção de vídeos, na forma de documentários, aulas expositivas, painéis introdutórios e a gravação e reprodução de cursos e seminários que ocupem grande importância para a Instituição e a sociedade, desempenha um papel de fundamental importância na formação de docentes e discentes.
A aquisição de recursos de informática, em especial programas desenvolvidos ou em desenvolvimento que atendam as necessidades das disciplinas oriundas das Ciências Humanas e Filosofia, é um objetivo fundamental da coordenação graças a atração que a informática exerce sobre o corpo discente e a riqueza no aprendizado que pode proporcionar.
7-Cronograma de Atividades
O encaminhamento destas proposições orientadoras do trabalho da coordenação ao longo dos anos de 2002 e 2003, deve seguir um cronograma que possibilite a reestruturação dos programas e planos de ensino a luz dos princípios organizativos destacados, bem como a revisão dos materiais didáticos já produzidos. As atividades propostas conduzem a discussão, diagnostico e sistematização de eixos norteadores da ação educativa em nível da educação básica e do ensino superior e podem ser distribuídas na seguinte ordem
1- Atualização teórico-conceitual sobre o mundo do trabalho e sua articulação com a educação.
2- Identificação dos princípios teóricos e metodológicos possíveis de serem compartilhados entre os docentes e para o conjunto das disciplinas ministradas pela coordenação.
3- Revisão e reformulação dos programas e planos de ensino das disciplinas com apontamento de objetivos gerais comuns a área.
4- Levantamento das expectativas, interesses e possibilidades de trabalho por parte do corpo docente.
5- Diagnostico do perfil discente e das expectativas que alimentam em relação a Instituição e a sua formação acadêmica.
6- Identificação e proposição de núcleos e projetos de pesquisa na área.
7- Revisão do material didático já produzido a luz das orientações e projetos propostos.



Histórico/Projeto da C.F.C.H.

