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Institutos federais não devem ser cópias das universidades

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A Semana de Planejamento Pedagógico do Instituto Federal de Goiás contou com a participação do diretor de Desenvolvimento da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica da Setec/MEC, professor Getúlio Marques Ferreira. Ontem (dia 3 de fevereiro) à noite, ele e o reitor Paulo César Pereira falaram sobre a criação dos institutos federais e os desafios que estão postos para os servidores das novas instituições.

Getúlio Marques disse que os institutos federais – criados a partir dos Centros Federais de Educação Tecnológica, das escolas agrotécnicas e das escolas técnicas vinculadas a universidades – foram criados com caráter vertical e em sintonia com o desenvolvimento do país. Segundo ele, as novas instituições vão oferecer educação integrada, do ensino básico à pós-graduação, com foco na justiça social.

Entusiasmado com as mudanças em curso, Getúlio afirmou que os institutos federais não devem ser cópias das universidades. Segundo ele, o fato de os institutos federais ofertarem educação integrada com diferentes níveis de ensino (médio, pós-médio, superior e pós-graduação) e de modalidades diferenciadas é positivo, porque pode criar um novo paradigma não só no ensino, mas também na pesquisa e na extensão.

“Os institutos federais podem assumir o papel estratégico de rede social, em função da capilaridade da Rede Federal de Educação Profissional. É difícil, mas depende de nós. Na pesquisa, o desafio é fazer diferente: a pesquisa deve estar vinculada à sala de aula”, afirmou. Ele também ressaltou a importância da oferta de licenciaturas. “Sabemos ensinar os professores para ensinar no ensino médio”, disse.

O reitor do Instituto Federal de Goiás, professor Paulo César Pereira, reafirmou a importância da criação dos institutos federais, que possibilitou a reorganização da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica.  Ele  ressaltou o fato de o perfil e o papel dos institutos federais estarem definidos em lei e disse que, daqui para frente, as políticas de Estado para a educação profissional terão mais sucesso.

Paulo César destacou ainda importância da interiorização da rede federal para o desenvolvimento social do Brasil. Segundo ele, a ampliação da rede vai dar mais visibilidade aos institutos federais, que serão mais reconhecidos pela sociedade brasileira. A ampliação, ressaltou, significa também mais recursos para a educação profissional e tecnológica, “que não vai ser tão baratinha como sempre foi”.

 

Coordenação de Comunicação Social

 

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